Psicólogo para transtorno de pânico em Mogi Mirim
Atendimento a jovens a partir de 15 anos e adultos em Terapia Cognitivo Comportamental, presencial no bairro Santa Cruz e também on-line, com André Neves, CRP 06/215899.
O que é o transtorno de pânico
O ataque de pânico é uma descarga repentina e intensa de medo, acompanhada de sintomas físicos fortes. Ele chega sem aviso, atinge o auge em poucos minutos e costuma vir com taquicardia, falta de ar, tremor, suor, tontura, formigamento e uma sensação avassaladora de que algo terrível está prestes a acontecer.
O transtorno de pânico é o quadro que se instala quando essas crises se repetem e quando surge um segundo medo, muitas vezes mais limitante que o primeiro: o medo de ter outra crise. A partir daí a vida começa a ser reorganizada em torno dessa possibilidade.
O ciclo que mantém o pânico
O que sustenta o transtorno não é o ataque em si, e sim a leitura que se faz dele. Uma sensação física qualquer, um coração acelerado por causa de uma escada ou de um café, é interpretada como sinal de catástrofe. Essa interpretação assusta, o susto libera adrenalina, a adrenalina intensifica os sintomas físicos, e os sintomas confirmam a interpretação. O ciclo se fecha sozinho.
Junto vem a evitação. Deixar de dirigir, evitar mercado cheio, não ir a lugares longe de um hospital, não sair sozinho. Cada evitação alivia na hora e reforça o medo depois.
Sinais que costumam aparecer
- Crises repentinas com sintomas físicos intensos, sem causa aparente
- Medo constante de que uma nova crise aconteça
- Vigilância sobre as próprias sensações corporais
- Evitação de lugares, situações ou atividades ligadas a crises anteriores
- Idas repetidas ao pronto-socorro com exames que não apontam alteração
- Restrição progressiva da rotina e da autonomia
Como o pânico é trabalhado em terapia
A Terapia Cognitivo Comportamental é uma das abordagens mais estudadas para esse quadro. O trabalho costuma envolver:
- Compreender o mecanismo. Entender por que o corpo reage assim e o que a adrenalina faz muda a forma de interpretar a crise, e essa mudança já reduz parte do medo.
- Reavaliar a interpretação catastrófica. Examinar a previsão de perigo com calma e verificar o que de fato costuma acontecer.
- Reduzir a evitação de forma gradual. Retomar, passo a passo e sempre combinado com você, o que foi sendo deixado de lado.
- Trabalhar o medo das sensações. Reaproximar-se das próprias sensações corporais até que elas voltem a ser apenas sensações.
- Manejo da crise. Saber o que fazer quando uma crise aparece, em vez de lutar contra ela.
Antes de tudo isso, uma observação importante: sintomas físicos precisam ser avaliados por um médico. Só depois de descartadas causas clínicas o trabalho psicológico segue com segurança.
Se você estiver em sofrimento intenso agora
O CVV atende de graça e em sigilo, 24 horas por dia, pelo telefone 188 e pelo site cvv.org.br. Em emergência, ligue 192 ou procure a UPA mais próxima.
Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação profissional.
Atendimento em Mogi Mirim e região
O consultório fica na Rua João Rodrigues do Prado, 344, sala 3, bairro Santa Cruz, em Mogi Mirim, e recebe também moradores de Mogi Guaçu, Itapira, Artur Nogueira, Engenheiro Coelho, Conchal. Se o deslocamento for parte da dificuldade neste momento, o atendimento on-line pode ser um ponto de partida.
Para agendar, escreva pelo WhatsApp ou ligue para (19) 98221-0893.
Conteúdo elaborado sob responsabilidade de André Neves, psicólogo clínico, CRP 06/215899.
Dúvidas sobre pânico
Ataque de pânico faz mal ao coração?
O ataque de pânico é assustador justamente porque os sintomas físicos são intensos e lembram um problema cardíaco. Ainda assim, a avaliação clínica é sempre o primeiro passo: procure um médico para descartar causas físicas. Confirmado que se trata de pânico, a psicoterapia trabalha exatamente essa interpretação de perigo que mantém o ciclo funcionando.
Quanto tempo dura um ataque de pânico?
Ele costuma atingir o pico em poucos minutos e ceder em geral dentro de meia hora, embora a sensação de cansaço e apreensão possa durar bem mais. Por mais longo que pareça no momento, o ataque tem começo, meio e fim.
Tive uma crise só. Já é transtorno de pânico?
Não necessariamente. Muita gente tem um episódio isolado ao longo da vida sem desenvolver o transtorno. O quadro se caracteriza quando as crises se repetem e quando passa a existir um medo persistente de ter novas crises, que começa a mudar o seu comportamento. A avaliação é feita por um profissional em consulta.
Por que eu evito lugares depois das crises?
Depois de uma crise em determinado lugar, é comum o cérebro associar aquele contexto ao perigo. Evitar traz alívio imediato, mas ensina o cérebro que o lugar era mesmo perigoso, e o repertório de evitação vai crescendo. Esse é um dos pontos centrais do trabalho em terapia.
Também atendido no consultório
Ansiedade
Preocupação que não desliga, tensão no corpo, inquietação e antecipação constante do pior.
Depressão
Perda de interesse, cansaço que não passa com descanso e a sensação de que nada faz sentido.
Fobias
Medos específicos que fazem você reorganizar a rotina inteira para evitar uma situação.
Transtorno bipolar
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Conversas que sempre terminam igual, distanciamento e conflitos que se repetem no relacionamento.